Ninkasi, a Deusa da Cerveja

Ninkasi é a antiga deusa sumeriana da cerveja, que transformou uma mistura de água e cevada em um líquido dourado, conhecido hoje como cerveja.

Era uma deusa muito popular que fornecia cerveja aos deuses. Ela era considerada a própria personificação da cerveja.

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segunda-feira, 29 de setembro de 2014

DIAGEO ABRE EM DUBLIN A MAIOR FÁBRICA DE GUINNESS DO MUNDO

Batizada como "Fábrica da Cerveja 4", nova instalação complementa outras três que há 255 anos elaboram a chamada "bebida escura"

Com esta nova empresa, a gigante Diageo prevê produzir mais de um terço de todas as bebidas alcoólicas que vende no mundo

A multinacional britânica de bebidas alcoólicas Diageo inaugurou em Dublin a maior fábrica do mundo de elaboração da cerveja Guinness, que conta com 10 mil metros quadrados e teve um investimento de 169 milhões de euros.

Batizada como "Fábrica da Cerveja 4", esta complementa as outras três que há 255 anos elaboram a chamada "bebida escura" nas famosas instalações de Saint James"s Gate, situadas em pleno coração da capital Dublin, junto ao rio Liffrey.

Com esta nova empresa, a gigante Diageo prevê produzir mais de um terço de todas as bebidas alcoólicas que vende no mundo, entre as quais figuram também as cervejas Budweiser, Carlsberg, Smithwicks e Harp.

Nestas instalações também será elaborado, com uma receita secreta, o extrato de malta que é levado a 50 países para a produção da Guinness em alguns casos, como na Nigéria, adaptada aos gostos locais com um aumento de sua graduação alcoólica.

Após cortar o fita cerimonial, o primeiro-ministro irlandês, Enda Kenny, lembrou hoje que Saint James"s Gate "tem um longo histórico" de criação de emprego local, ao mesmo tempo que ofereceu "ao mundo uma da marcas irlandesas mais icônicas".

Em 1759, Arthur Guinness (1725-1803) assinou um contrato de arrendamento de 9 mil anos por 45 libras anuais para elaborar nessa fábrica a que seria, dois séculos e meio depois, a cerveja "stout" (tostada) mais famosa do mundo.

"Os planos de recuperação do governo passam por manter o apoio a nossas exportações do setor alimentício e de bebidas, o que gera postos de trabalho em toda a ilha da Irlanda", acrescentou Kenny.

A Diageo dá trabalho na Irlanda a 20 mil pessoas e só nas instalações de Saint James"s Gate suas exportações alcançam um valor de mais 1 bilhão de euros por ano.

Fonte: http://exame.abril.com.br/negocios/noticias/diageo-abre-em-dublin-maior-fabrica-de-guinness-do-mundo

sábado, 27 de setembro de 2014

COM O COPO CHEIO

O consumo de cervejas especiais cresceu 36% nos últimos três anos no Brasil. Conheça quatro empresas emergentes que estão ganhando espaço nesse mercado

Estácio Rodrigues, Katia Zanatta e Alfredo Ferreira, do Instituto da Cerveja: Aulas para formar profissionais para o mercado cervejeiro

O Brasil é o terceiro maior mercado de cervejas do mundo, atrás apenas dos Estados Unidos e da China. No ano passado, 13 bilhões de litros da bebida foram consumidos por aqui — e o setor movimentou cerca de 55 bilhões de reais, quase 60% mais do que em 2009.

Que o brasileiro gosta de uma cervejinha não é nenhuma novidade. O que tem ganhado força nos últimos anos é a presença de cervejas especiais nas prateleiras. Cerveja especial — também conhecida como artesanal ou premium — é a que leva 100% de malte em sua composição. O que a difere da cerveja comum é que não há milho em sua fórmula.

O consumo de cervejas especiais aumentou 36% nos últimos três anos no país, segundo a consultoria britânica Mintel, que faz pesquisas sobre o mercado de bebidas. “Esse é um nicho especialmente atraente para empreendedores da cadeia cervejeira”, afirma Jonny Forsyth, analista global de bebidas da Mintel.

A seguir, conheça a história de quatro empresas emergentes que já estão aproveitando o aumento do interesse dos brasileiros por cervejas especiais.


Cervejas para todos os gostos


A cidade de Rehoboth Beach, no estado americano de Delaware, tem menos de 2.000 habitantes e seu principal ponto turístico é uma praia de areia batida e escura. Em boa parte do ano o clima é frio — e nada de muito emocionante acontece por lá.

Mesmo assim, o empreendedor paulista Humberto Ribeiro, de 31 anos, adora visitar o lugar. Rehoboth Beach é o berço da cervejaria Dogfish Head, um dos xodós dos apreciadores de cervejas especiais.

“A empresa foi fundada há quase 20 anos e, embora tenha crescido bastante, ainda mantém a tradição das bebidas artesanais”, diz Ribeiro. Além da Dogfish Head, Ribeiro gosta de visitar a cervejaria Stone, que fica em Escondido, na Califórnia, quase na divisa com o México.

“Costumo passar horas nos pubs que essas empresas mantêm junto às suas fábricas”, diz ele. “Gosto de apreciar uma boa cerveja enquanto leio sobre a história das marcas.”

Nessas andanças, Ribeiro conheceu boa parte dos fornecedores da Mr. Beer, rede de lojas de cervejas especiais fundada por ele em 2009. Desde o início, a Mr. Beer expande pelo sistema de franquias. Atualmente há 80 unidades, contando as lojas de rua e os quiosques em shopping centers, espalhadas por todas as regiões do país.

Quem entra numa Mr. Beer encontra 400 marcas diferentes de cerveja. Cem delas não são vendidas em nenhuma outra loja brasileira. É que dois anos atrás, Ribeiro se tornou sócio da importadora Casa da Cerveja, o que garantiu alguns contratos de exclusividade com marcas estrangeiras. Há também uma linha de acessórios para presente, como abridores, copos especiais para cerveja e baldinhos para manter a bebida gelada.

Em 2013, a Mr. Beer alcançou receitas de 36 milhões de reais, mais do que o dobro de 2012. Em média, as lojas que já existiam em 2012 faturaram 20% mais em 2013. “Estamos crescendo em número de lojas e em faturamento por unidade”, afirma Ribeiro.

Uma pesquisa da consultoria britânica Mintel, realizada em abril deste ano, confirma o interesse por cervejas como as que são vendidas na Mr. Beer. Um quarto dos brasileiros que compram cerveja pelo menos uma vez por mês prefere bebidas com sabor mais encorpado do que o das marcas de maior presença nas prateleiras do supermercado.

Entre os mais jovens a aceitação é ainda maior. Quase 35% dos consumidores até 24 anos preferem cervejas mais fortes. “Parte dessa geração formou seu paladar numa época em que as cervejas artesanais já não eram uma novidade reservada apenas a quem viajava para o exterior com frequência”, diz Jonny Forsyth, analista da consultoria Mintel.

“Os jovens consumidores e a classe média emergente devem impulsionar o avanço do mercado brasileiro de cervejas especiais nos próximos anos.”

A Mr. Beer está se adaptando para receber cada vez mais clientes curiosos em conhecer as cervejas especiais. Em suas lojas, Ribeiro está tentando dar à bebida um ar de sofisticação similar ao que as adegas atribuem ao consumo de vinho. Recentemente, espaços gourmet foram inaugurados em duas lojas de rua em São Paulo. Lá são oferecidos petiscos e comidas que combinam com cerveja.

A rede de padarias paulista Benjamin Abrahão foi a responsável pela elaboração do cardápio, que conta com opções salgadas, como linguiças artesanais e pães recheados com queijo emental, e doces, como cheesecake de amora. “O objetivo é fazer os clientes descobrirem um novo jeito de apreciar a cerveja”, diz Ribeiro.

“Nossa intenção é que eles provem as combinações e comprem as bebidas que mais gostaram para consumir em casa.” Tem funcionado. Em média, os clientes permanecem quatro vezes mais numa loja gourmet do que numa unidade tradicional da Mr. Beer. “Os clientes que frequentam os espaços gourmet gastam até 30% mais do que quem visita uma loja comum”, diz Ribeiro.

Daniela Toviansky / EXAME PME
Humberto Ribeiro, fundador da Mr. Beer: rótulos exclusivos e espaços para combinar comida com cerveja


Avanço com o pequeno varejo


O administrador Marcelo Carneiro da Rocha, de 54 anos, é uma das figuras mais conhecidas de Ribeirão Preto, cidade do interior paulista onde vive desde a mocidade. Todos os anos, Rocha organiza um animado bloco de Carnaval que percorre as ruas do centro. O bloco, que se chama O Berro, só toca marchinhas carnavalescas como A Turma do Funil, Cachaça Não É Água e Chiquita Bacana.

“Faço questão de sair dançando em cima do caminhão de som junto com meus amigos”, diz ele. Passada a Quarta-Feira de Cinzas, Rocha não sossega. Pelo menos uma vez por mês, num sábado à noite, ele monta um bar dentro de um dos cinemas mais tradicionais de Ribeirão Preto, o Caium, construído nos anos 60 e recentemente restaurado.

Na ocasião, serve aos espectadores algumas cervejas de sabores diferentes, como rapadura e café. As bebidas são prata da casa — a fabricação é da Colorado, cervejaria fundada por Rocha em 1995 e que se tornou um símbolo da cidade.

No ano passado, a Colorado faturou 13 milhões de reais, 60% mais do que em 2012. Sua expansão é a prova de que a demanda por cerveja especial está aumentando — e que há um novo mercado ganhando forma no Brasil. Entre 2011 e 2013, enquanto a Colorado dobrou de tamanho, a produção de cervejas artesanais cresceu 15% no país — um acréscimo de 50 milhões de litros.

No mesmo período, a fatia ocupada pelas bebidas artesanais na produção total de cerveja pulou de 3,5% para 4%. “É um acréscimo importante, sobretudo porque a produção total não cresceu nesse período”, afirma Jonny Forsyth, analista da Mintel.

Em 2014, a Colorado deverá alcançar receitas de 16 milhões de reais. A empresa chegou até aqui graças a uma série de mudanças que ocorreram com mais intensidade nos últimos dois anos. Na metade dos anos 90, quando produzir cerveja artesanal ainda era um capricho, a Colorado era só um passatempo de Rocha.

Era ele mesmo quem testava as fórmulas num panelão comum no fogão de sua casa. “Eu também comprava as garrafas e era o responsável por convencer os varejistas locais a vender a bebida”, diz Rocha. Por muitos anos, a empresa cresceu conforme o fôlego de seu dono.

Não é mais assim. Desde 2012, a Colorado passou por uma reestruturação em suas áreas mais estratégicas. Executivos e mestres cervejeiros com experiência em grandes empresas de bebida foram contratados para profissionalizar o negócio. O primeiro choque aconteceu na produção, que ganhou novos parâmetros de controle de qualidade.

Em geral, as pequenas cervejarias têm dificuldade em manter a padronização da bebida, cuja produção requer um acompanhamento constante de certas condições físicas — como a temperatura dos tanques em que a cerveja é feita — e um controle rígido das condições de armazenamento dos ingredientes. Rocha investiu num novo sistema de refrigeração para os tanques e criou normas mais rigorosas para testar amostras de insumos como malte e lúpulo.

As novidades permitiram à empresa aumentar sua produção em 60% em dois anos — hoje, a fábrica produz cerca de 120.000 litros de cerveja por mês. As perdas por falta de controle de qualidade praticamente acabaram. “Antes das mudanças, cerca de 20% do produto acabava indo para o ralo antes mesmo de sair da fábrica”, diz Rocha.

Faz parte dos planos da empresa transferir a produção para um galpão com o dobro do tamanho do atual, que mede 1.200 metros quadrados. A meta é expandir a produção em 40% até 2016. “Estamos com objetivos bem agressivos de expansão porque a demanda está em alta”, afirma Rocha.

Parte dessa procura tem se concentrado em empórios, mercadinhos de bairro, adegas e lojas gourmet. O número de estabelecimentos do pequeno varejo aumentou 3% nos últimos dois anos, de acordo com a Nielsen — entre 2011 e 2013, quase 14.000 lojas desse tipo foram abertas no Brasil.

“O pequeno varejo é uma das áreas mais promissoras para o crescimento de produtos especiais, como a cerveja artesanal”, diz Giovana Fisher, diretora da consultoria Kantar Worldpanel. “É lá que os fabricantes conseguem negociar as melhores margens de lucro.” De acordo com prognósticos da Mintel, o setor cervejeiro em geral deverá expandir 54% até 2019.

“As cervejas artesanais devem ganhar cada vez mais importância”, diz Forsyth. “Clientes que se habituam a consumir bebidas premium podem até diminuir a frequência de compra em momentos de aperto, mas dificilmente deixam de consumir os produtos mais sofisticados.”

Para aproveitar esse momento, a Colorado reforçou sua identidade. A marca foi redesenhada para destacar as garrafas na prateleira de empórios e lojas especializadas. Os rótulos trazem um nome para cada tipo de cerveja — a Vixnu, que tem notas de maracujá, é uma homenagem a um deus hindu, e a Appia, que quer dizer abelha em latim, traz mel em sua composição. Todas as garrafas são estampadas com a imagem do urso que se tornou a mascote da empresa.

A nova linguagem ajudou a fortalecer a marca enquanto a distribuição foi expandida. Hoje as cervejas da empresa estão em mais de 8.000 pontos de venda — o dobro de 2012. O resultado foi alcançado graças a um esforço para padronizar os preços no atacado. “Até dois anos atrás, não havia uma política de precificação clara e muitos distribuidores praticavam margens diferentes”, diz Rocha.

“Isso fazia com que o preço de um mesmo produto variasse conforme o lugar.” Depois que os valores foram tabelados, a Colorado passou a dar prêmios como incentivo para quem se esforça para vender mais.

O mais cobiçado é uma viagem para Montreal, no Canadá, onde todos os anos acontece uma importante feira do setor cervejeiro. “Depois da viagem, eles voltam bem mais animados e vendem mais”, diz Rocha.

Fabiano Accorsi / EXAME PME
Marcelo da Rocha, fundador da Colorado: cervejas à base de rapadura, café e maracujá


Fábrica de sommeliers


O paulista Estácio Rodrigues, de 36 anos, não faz cara feia para provar nenhum tipo de cerveja — mesmo as que não parecem muito saborosas. “Já provei cerveja que leva suco de pêssego, de uva e com aroma de rosas”, diz ele. “Algumas são ótimas, mas outras, intragáveis.” São ossos do ofício.

Rodrigues precisa experimentar todas as invenções dos alunos do Instituto da Cerveja, escola que ele fundou em São Paulo para formar sommeliers e mestres cervejeiros.

Os clientes são pessoas interessadas em fazer cerveja em casa, donos de microcervejarias artesanais em fase de expansão, funcionários de bares e restaurantes e profissionais que trabalham em grandes indústrias de bebidas. Neste ano, a empresa deverá faturar 1,1 milhão de reais — 30% mais do que em 2013.

Um desses alunos é o engenheiro Renato Bazzo, de 30 anos, sócio da microcervejaria Dama Bier, de Piracicaba, no interior de São Paulo. Desde 2012, quando participou das primeiras aulas, Bazzo lançou sete novos sabores da Dama Bier, que hoje possui dez rótulos em seu portfólio.

“No curso aprendi não só a criar novas receitas como também a entender as necessidades do mercado e a identificar tendências de consumo”, diz Baz­zo. Além de São Paulo, há aulas em Curitiba e Blumenau, em Santa Catarina.

“Fizemos uma parceria com a Associação Brasileira de Sommeliers e damos os cursos nas sedes dessas cidades”, diz Rodrigues. “Já formamos mais de 1.000 profissionais.”

O Instituto da Cerveja nasceu em 2011, quando Rodrigues se juntou ao químico Alfredo Ferreira, de 38 anos, e à engenheira de alimentos Katia Zanatta, de 32. Todos largaram o emprego na Brasil Kirin, antigo Grupo Schincariol, para aproveitar a formação de um nicho que naquela época começava a ganhar importância na indústria nacional.

Segundo o Grupo Mintel, no ano em que os sócios fundaram o Instituto da Cerveja, as linhas especiais ganharam quase 1 ponto percentual de participação nas vendas totais da bebida no Brasil. Antes de fundar a empresa, Rodrigues passou um ano viajando pela Itália para estudar o mercado de cervejas artesanais.

“Lá aprendi a fabricar minha própria cerveja e a harmonizá-la com diversos tipos de comida”, diz Rodrigues. “Percebi que aquilo poderia se tornar um negócio de futuro no Brasil.”

Enquanto trabalhavam na Brasil Kirin, Rodrigues, Ferreira e Katia viram de perto como as cervejas artesanais começaram a interessar às grandes empresas do setor. A própria Brasil Kirin é um exemplo disso. Entre 2007 e 2008, a empresa comprou três marcas de cerveja premium — a carioca Devassa, a paulista Baden Baden, de Campos do Jordão, e a catarinense Eisenbahn, de Blumenau.

“Foi um movimento estratégico para atender um consumidor que estava começando a experimentar cervejas especiais”, diz Marcelo Trez, diretor de produtos alcoólicos da Brasil Kirin. “As vendas dessa categoria têm crescido mais de 10% ao ano em nossa empresa, o que não é nada mau.”

As grandes indústrias do setor têm procurado o Instituto da Cerveja para criar novas linhas do produto. A escola já recebeu funcionários de cervejarias como Brasil Kirin, Heineken e Grupo Petrópolis.

“As grandes empresas têm nos procurado para tentar entender as características desse nicho de mercado”, diz Rodrigues. “A tendência é que as linhas especiais passem a fazer parte dos planos de expansão de quem até hoje só cresceu com cerveja comum.”

Bebidas à moda caseira

Pelo menos uma vez por mês, o administrador Thiago Rocha, de 30 anos, reúne três ou quatro amigos para uma cervejada de sábado. A programação é um tanto diferente. Eles montam uma pequena tenda na avenida Barão de Itapura, uma das vias mais movimentadas de Campinas, e começam a produzir a própria bebida.

Quem passa pelo local pode sentir o cheiro da cerveja saindo dos panelões que parecem ter saído de um conto sobre alquimistas. Os mais curiosos ganham um copinho com uma amostra da cerveja produzida no mês anterior, já fermentada e engarrafada.

“Somos apaixonados por uma cervejinha e fazemos isso para mostrar para as pessoas como é possível fazer uma bebida com um toque pessoal”, diz Rocha. “Queremos espalhar a cultura cervejeira pela nossa região.”

Rocha compra os ingredientes para seus experimentos na Lamas Brew Shop, criada em 2011 para vender insumos e utensílios para quem quer fazer cerveja caseira.

Daniela Toviansky / EXAME PME
Alessandro Morais, David Figueira e Elso Rigon, fundadores da Lamas Brew Shop: equipamentos e insumos para fazer cerveja em casa

Numa das três lojas, mantidas em Campinas, Belo Horizonte e São Paulo, é possível encontrar ingredientes como malte, lúpulo, fermento e utensílios como panelas de inox, termômetros e borrifadores de álcool. A empresa também mantém uma loja virtual. Em 2013, o faturamento foi de 2,5 milhões de reais, mais do que o dobro do ano anterior.

A Lamas Brew Shop foi fundada pelo economista Alessandro Morais, de 39 anos, e por outros dois sócios — os físicos David Figueira, de 34 anos, e Elso Rigon, de 35. Os três se conheceram quando estudavam na Unicamp e organizavam churrascos regados a cervejas que eles mesmos fabricavam. “Era difícil encontrar ingredientes em pequenas quantidades”, diz Morais. “Vimos nessa dificuldade a oportunidade ideal para criar nossa própria empresa.”

Hoje, a Lamas Brew Shop vende insumos para quem quer testar receitas de cerveja em embalagens de até 100 gramas. No começo, foi difícil acertar o fluxo de caixa para comprar grandes cargas de insumos e vendê-los em pequenas quantidades. “A maior parte dos ingredientes vem de fora e é preciso comprar um contêiner de 20 toneladas de uma só vez”, diz Morais.

Ele e seus sócios investiram 180.000 reais para adaptar um galpão às condições de armazenamento das cargas de lúpulo e malte e para financiar o capital de giro necessário para iniciar a operação. “Hoje conseguimos girar nosso estoque em três meses, o que nos permite ter um bom controle das finanças”, diz ele.

No ano que vem, a Lamas Brew Shop deverá abrir pelo menos mais duas lojas físicas, no Rio de Janeiro e em Vitória. Demanda não falta, já que o hábito de fazer cerveja na panela e no fogão de casa para consumo próprio vem se disseminando entre os brasileiros nos últimos anos.

Só no primeiro semestre deste ano, a Associação de Cervejeiros Artesanais Paulistas, uma das mais ativas do país, dobrou o número de filiados em relação ao ano passado. “Devemos chegar a 400 associados até o fim do ano”, diz João Ricardo Zugliani, presidente da entidade. “Nunca tivemos tanta procura como agora.”

Fonte: http://exame.abril.com.br/revista-exame-pme/edicoes/0076/noticias/com-o-copo-cheio

sexta-feira, 26 de setembro de 2014

Búzios Armação - Degustação nº 69


A Cerveja Búzios Armação é uma cerveja lager, do tipo Bohemian Pilsener. Produzida com dois tipos de malte e três tipos de lúpulo. Sua degustação permitir saborear distintamente o perfeito equilíbrio entre a doçura e o amargor.

Cervejaria: Búzios
Origem: Búzios-RJ (Brasil)
ABV(%): 5,8
Estilo: Bohemian Pilsener
Embalagem: Garrafa de 600 ml

É uma cerveja de coloração dourada, quase âmbar com corpo claro e borbulhante. Sua espuma de cor branca apresentou formação densa, cremosa e com boa duração, com uma excelente transição de renda no copo e ausência de partículas.

No aroma presença leve de malte, pão e cereais e lúpulo herbáceo, levemente perfumado. Presença de álcool leve ao aproximar o copo do nariz. No sabor o malte está presente de forma média e o lúpulo idem, remetendo a gramíneo, confere a cerveja um equilíbrio entre o dulçor e amargor.

O retrogosto é levemente amargo e duradouro. Bem refrescante com corpo bem leve e rescência mediana conferem ótimo drinkability a esta cerveja, que possui nível de adstringência zero, o que a deixa com a textura aguada. A percepção alcoólica é oportuna. Uma ótima cerveja para o dia a dia e churrasco com os amigos!

A ti bebamos!
Araújo Junior

Floreffe Prima Melior - Degustação nº 68


Desde 1876, esta cervejaria familiar tem feito o possível para criar as mais deliciosas cervejas. A cervejaria Lefèbvre está presente nos mercados belga e estrangeiros. Ela oferece uma rica variedade de produtos. Floreffe Prima Melior é a cerveja de um connoisseur, complexo, mas acessível.

Cervejaria: Brasserie Lefèbvre
Origem: Bélgica
ABV(%): 8
Estilo: Belgian Dark Strong Ale
Embalagem: Garrafa de 330 ml

É uma cerveja de marrom escuro, tendendo a preto, com corpo opaco. Sua espuma de cor bege apresentou média formação, cremosa e de curta duração, com uma boa transição de renda no copo e presença de partículas.

No nariz malte remetendo a caramelo, café e tostado de forma intensa e aroma frutado e ameixa. O lúpulo surge leve e cítrico, bem equilibrado com o dulçor apresentado. Com os 8 % ABV, a percepção do álcool fica evidente ao aproximar o copo do nariz. O sabor é intenso e remete a caramelo, café, cacau, tostado e frutas com caroço. frutado, caramelo e especiarias. 

O aftertaste é fugaz, nem doce, nem amargo e seco. O corpo é médio, além da pequena rescência não conferem bom drinkability a esta cerveja, que possui alto nível de adstringência, o que a deixa com boa textura (cremosa). A percepção alcoólica é oportuna para o estilo. Certamente vale a pena degustá-la mais vezes!

Santeie peye!
Araújo Junior

quinta-feira, 25 de setembro de 2014

VEM AÍ A 31ª OKTOBERFEST BLUMENAU 2014


A cidade catarinense será palco da maior festa alemã realizada no Brasil. Para quem não comprou seu ingresso ainda há tempo. Na última edição foram consumidos mais de 531 mil litros de cerveja e seis toneladas de salsicha.

O Parque Vila Germânica, local do evento, tem capacidade para receber 37.704 visitantes. Vendas antecipadas pela internet: http://www.blueticket.com.br/grupo/oktoberfest2014


Valores:Segundas-feiras: Entrada gratuita
Domingos, terças, quartas e quintas-feiras: R$ 10,00
Sextas-feiras, sábados e vesperas de feriado: R$ 25,00

Meia-EntradaEstudantes: Apresentar a carteirinha de estudante com foto e data de validade.
Pessoas com 60 anos ou mais.
Pessoas de 12 a 17 anos, apresentando documento com foto que comprove direito ao beneficio.

Traje TípicoMeia-entrada: De quinta-feira a sábado, feriados e vésperas de feriados.
Domingo, quando os feriados forem nas segundas ou terças-feiras.
Entrada gratuita: De domingo a quarta-feira, exceto feriados e véspera de feriados.

ClassificaçãoLivre para pessoas com 14 anos ou mais. Menores de 14 anos poderão entrar apenas acompanhados pelos pais ou por responsáveis legais.

Para maiores informações sobre a programação e a festa acesse: http://www.oktoberfestblumenau.com.br/


ALEMANHA CELEBRA A 181ª OKTOBERFEST

Foto: AP Photo/ Matthias Schrader

Evento anual dura duas semanas e teve início no último sábado dia 20. O festival termina no dia 05 de outubro.

Ela começou com a tradicional cerimônia de abertura O´zapft is, cujos principais participantes são as sociedades e clubes que apoiam a tradição dos trajes nacionais bavieros, as orquestras de metais, bem como as carroças com pipas de cerveja. As pipas são simbolicamente transportadas para o principal lugar da festa: o Theresienwiese. Este ano, espera-se que seis milhões de pessoas visitarão a principal festa da cerveja.

quarta-feira, 24 de setembro de 2014

9 COISAS QUE PROVAM QUE A CERVEJA NÃO É SÓ PARA BEBER - 3ª PARTE

8. Hidratante Labial
Cerveja para hidratar os lábios, sem beber uma gota sequer. É essa a proposta do Double IPA, brilho labial da Atlantic Farms, que usa uma grande quantidade de flores de lúpulo, além de óleo de oliva, de sementes de cânhamo e de coco, em sua fórmula. No site da companhia, o hidratante está à venda por 5 dólares.


9. Perfume
Criado pela marca PurplecatCreatives, o perfume Bohemian Lager traz o melhor do aroma da cerveja para o frasco. O produto é manufaturado e mistura, além da bebida, aromas de abóbora, patchouli, temperos e resina de carvalho. Uma unidade de 30 mililitros custa 40 dólares.

9 COISAS QUE PROVAM QUE A CERVEJA NÃO É SÓ PARA BEBER - 2ª PARTE

5. Chocolate
A união de doce com cerveja não se restringe ao brigadeiro. Uma barra de chocolate da marca Vosges mistura Stout de chocolate da companhia Rogue, chocolate amargo 70%, sal defumado e caramelo de açúcar queimado. No site da Vosges, uma unidade de 85 gramas custa 7,5 dólares.


6. Pirulito
Outra guloseima que entrou na dança foi o pirulito. A empresa de doces Lollyphile, que faz sabores diferentes, criou uma versão de cerveja Lager. Um pacote com quatro unidades custa 10 dólares, com uma dúzia custa 24 dólares e, com 36, 58 dólares. Além desse sabor, ainda são produzidos pirulitos de vinho. Ainda não são aceitos pedidos internacionais no site da marca.


7. Conserva de Pepino
Muita gente gosta de tomar cerveja comendo um tira-gosto em conserva. Agora, é possível fazer ambos ao mesmo tempo. A marca americana Brooklyn Brine Co.lançou o Hop Pickle, uma conserva de pepino com cebolas caramelizadas, óleo de lúpulo cascade e cerveja Dogfish Head 60 Minute IPA. À venda nos Estados Unidos e Canadá, ele custa pouco menos de 9 dólares.



9 COISAS QUE PROVAM QUE A CERVEJA NÃO É SÓ PARA BEBER - 1ª PARTE

A Cerveja não serve apenas para refrescar um dia de calor ou como pretexto para reunir os amigos em uma mesa de bar. A bebida que é paixão nacional se tornou matéria-prima de outros produtos, que usam sua popularidade e seus benefícios à saúde para inovar.

Seja em itens de beleza, seja na gastronomia, as vitaminas (principalmente do complexo B) e os antioxidantes presentes nos ingredientes da bebida continuam. Confira a seguir algumas invenções que foram inspiradas na cerveja.

1. Xampu
É líquido, mas não é de beber. Esse shampoo composto de levedo de cerveja, que fortalece, e malte, que ajuda a nutrir a fibra capilar e condicionar, segundo o fabricante. A fórmula traz ainda raspas de laranja, para purificar o couro cabeludo. O Clean Brew, da marca Redken, é voltado para o público masculino e vendido em salões de beleza no Brasil pelo preço sugerido de 58 reais.
2. SaboneteTambém na linha de cuidados pessoais, a cerveja tem sido usada para fazer sabonete. As unidades da Confraria Beer Soap, por exemplo, são feitas apenas com ingredientes vegetais misturados a um dos tipos de bebida, na proporção de 30%: Weiss, Lager, Porter, Bock, Brown, Red ou Pale Ale. Segundo o fabricante, os cereais usados (aveia, cevada e trigo), o lúpulo e os grãos maltados
3. SorveteSe um copo de cerveja não for suficiente para refrescar, misturar sorvete com a bebida pode ser uma solução criativa e, acredite, saborosa. O Craft Beer Ice Cream, por exemplo, combina gelato e cervejas artesanais e é vendido em diversos bares e cervejarias em São Paulo, como o Empório Alto de Pinheiros e a Cervejaria Nacional.

4. BrigadeiroÉ possível unir duas paixões brasileiras em uma só. Brigadeiro com cerveja é uma das guloseimas criadas pela Rir Brigaderia, em São Paulo. A loja vende bisnaga de brigadeiro com cerveja Pilsen e Bock (duas por 16 reais), mini copos americanos com o produto (conjunto com três custa 26 reais), para comer com colher, e brigadeiros enrolados feitos com a bebida (1,5 real, cada).

terça-feira, 23 de setembro de 2014

MONDIAL DE LA BIÈRE 2014: RIO RECEBE PELO SEGUNDO ANO UM DOS MAIORES EVENTOS CERVEJEIROS DO MUNDO

Mondial de La Bière se destaca como o mais importante evento para degustação e difusão da cultura cervejeira do país

O Mondial de La Bière está chegando mais uma vez à capital carioca e promete superar o sucesso da primeira edição, que aconteceu em 2013. De 20 a 23 de novembro, os amantes, apreciadores e produtores de cerveja terão a oportunidade de degustar um mundo repleto de sabores, aromas e texturas, no Terreirão do Samba, centro da cidade. O espaço reunirá grandes rótulos e personalidades do seguimento, uma oportunidade única para saborear cervejas exclusivas e que ainda não são distribuídas no Brasil. O festival é promovido e organizado pela Fagga | GL events Exhibitions.

“Nossa expectativa em 2013 foi superada e, por isso, queremos repetir este ano. Na edição de 2014 aumentaremos nossa área em mais de 30%, com maior número de expositores e mais um dia de festival”, explica Victor Montenegro, diretor de Núcleo da Fagga Eventos.

Além dos mais de 600 rótulos de cervejas especiais para degustação, o Mondial oferecerá aos visitantes uma vasta programação, com concursos, Bate Papos com Cerveja, shows, Petit Pub e Beer Boutique. Uma experiência única, onde público e produtores se unem em uma grande confraternização. Grandes mestres cervejeiros e rótulos premiados já são presenças confirmadas no evento. Um deles é o dinamarquês Jeppe Jarnit-Bjergsø, da cervejaria Evil Twin, que aparece entre as dez melhores do mundo.

“A segunda edição do Mondial de La Bière oferecerá aos visitantes uma grande seleção imperdível de cervejas. Acredito que o carioca será seduzido por esta nova seleção e que teremos ainda mais visitantes nesta edição”, comenta Jeannine Marois, presidente do Mondial de La Bière e responsável pela organização internacional.

No evento, os expositores poderão participar do Mbeer Contest Brazil, concurso reconhecido mundialmente por sua seriedade e importância no meio. Um júri composto de profissionais internacionais e nacionais, premiarão cervejas nas categorias ouro e platina. Jarnit-Bjergsø é o primeiro confirmado entre os jurados. O resultado será revelado no 21/09/14. Por sua vez, o grande público poderá também eleger as cervejas de sua preferência, em um concurso popular. As três mais votadas serão anunciadas ao final do evento.

Uma das exclusividades da edição brasileira é o Beer Boutique, onde o visitante poderá abastecer o seu estoque de cervejas especiais, além do Petit Pub, espaço para degustação de cervejas inéditas, com alguns rótulos que ainda não chegaram ao mercado nacional.

Para a edição carioca, os ingressos já estão sendo vendidos, com preços a partir de R$ 35 e viradas de lote. A organização espera um aumento de 15% de público com relação ao ano passado e a expectativa é que os quatro dias de evento recebam mais de 23 mil pessoas. O Terreirão do Samba continua sendo oficialmente a casa do Mondial de La Bière. Com uma área climatizada de 4 MIL M², quase 25% maior que a da edição de 2013, o espaço atendará de forma completa aos visitantes do evento, além de ser um ponto central e com várias opções de acesso. A maior e melhor estrutura permitiu também dobrar a área de alimentação. Vendas pelo site: www.mondialdelabiererio.com. O evento apoia à Lei Seca e adverte os visitantes que utilizem transporte público para ir ao Mondial.


Sobre o Mondial de La Bière

Realizado anualmente em Montreal, no Canadá, e em Mulhouse, na França, o evento é um festival único, de entretenimento e degustação. Ele é considerado a porta de entrada para muitas indústrias de cervejas estrangeiras nos países de realização. As edições de 2013, atraíram aproximadamente 160 mil visitantes, 1900 rótulos de cerveja e 500 cervejarias.

No Brasil, o Mondial de La Bière é promovido e organizado pela Fagga | GL events Exhibitions. O evento tem a apresentação da Prefeitura do Rio de Janeiro, por meio da Riotur, patrocínio oficial do Hanseatic Tours e Sebrae, e o apoio institucional do SindRio, sindicato que representa mais de 17 mil estabelecimentos dos setores de hotelaria e alimentação distribuídos hoje pelo município do Rio de Janeiro.

Sobre a Fagga | GL events Exhibitions
Com escritórios no Rio de Janeiro, São Paulo, Minas Gerais e Bahia, a Fagga l GL events Exhibitions é uma das maiores empresas em promoção e organização de feiras do país, responsável pela realização de mais de 20 feiras anuais. Subsidiária do grupo GL events Brasil, operação brasileira de uma das maiores empresas mundiais do ramo de eventos, a francesa GL events, a Fagga soma mais de meio século de experiência.

Fonte: Documennta Comunicação www.documennta.com.br

segunda-feira, 22 de setembro de 2014

St. Bernardus Pater 6 - Degustação nº 67


Produzida para ser consumida nas festas religiosas, esse estilo foi criado pelo Mosteiro Trapista de Westmalle, na Idade Média, para diferenciá-la da tradicional Ale do dia-a-dia dos monges, que era bem mais fraca em termos alcoólicos.

Cervejaria: Brouwerij Moortgat
Origem: Bélgica
ABV(%): 6,7
Estilo: Belgian Dubbel
Embalagem: Garrafa de 330 ml

É uma cerveja de cor cobre escuro, com corpo turvo e calmo. Sua espuma de cor bege apresentou pequena formação e curta duração, com uma boa transição de renda no copo e ausência de partículas.

No nariz malte remetendo a caramelo de forma leve e aroma de frutas escuras, uva passa. O lúpulo surge leve e picante, bem equilibrado com o dulçor apresentado. Com os 6,7 % ABV, a percepção do álcool fica evidente ao aproximar o copo do nariz. O sabor é levemente adocicado e remete a frutado, caramelo e especiarias. O lúpulo picante contribui para equilibrar com o leve dulçor apresentado. 

O aftertaste é duradouro, nem doce, nem amargo e seco. O corpo entre leve e médio, além da pequena rescência conferem de certo modo médio drinkability a esta cerveja, que possui médio nível de adstringência, o que a deixa com boa textura. A percepção alcoólica é oportuna para o estilo. Certamente vale a pena degustá-la outras vezes!

Santeie peye!
Araújo Junior

Young's Special London Ale -Degustação nº 66


A Wells & Young's é uma cervejaria com mais de 135 anos de tradição e experiência, tornando-se a maior cervejaria da Inglaterra. Esta cerveja é um clássico, vencedora de muitos prêmios.

Cervajaria: Wells & Young's
Origem: Inglaterra
ABV(%): 6,4
Estilo: Special Bitter
Embalagem: Garrafa de 500 ml

É uma cerveja de coloração de âmbar a cobre e um pouco turva. Sua espuma de cor bege apresentou ótima formação, espumosa e duradoura, com uma excelente transição de renda no copo e ausência de partículas.

No nariz, o malte remete a caramelo e toffe, de forma média, além de um leve queimado e presença de frutas secas. Boa presença de lúpulo, deixando a cerveja bem equilibrada. Álcool em equilíbrio ao aproximar o copo do nariz. No sabor o malte remete a caramelo e tostado. O lúpulo continua médio e picante. Presença de ésteres de frutas cítricas.

O aftertaste é seco, duradouro e amargo. Corpo médio, pequena rescência conferem médio drinkability a esta cerveja, que possui média adstringência, o que a deixa com a textura oleosa. A percepção alcoólica é oportuna. Gostei muito desta cerveja! Vale a pena repetir a dose.

Cheers!
Araújo Junior

AS 11 CIDADES MAIS CARAS DO MUNDO PARA COMPRAR CERVEJA



Em Oslo, quem gosta de tomar uma cerveja no final do expediente precisa estar disposto a desembolsar uma quantia considerável.

Uma cerveja de 330 ml custa em média R$ 10,69 no supermercado, o maior valor entre 40 cidades do mundo pesquisadas pela GoEuro, uma ferramenta online de viagens. 

A Noruega controla de forma rígida o comércio de álcool. Cervejas estão disponíveis em supermercados, mas com limite de dias e horários, enquanto bebidas com teor mais alto só podem ser compradas em uma rede estatal. Em domingos e feriados, nem pensar.

O Rio entrou em 10º no ranking, uma presença que "pode surpreender, mas reflete o custo de vida em ascensão rápida no Brasil", de acordo com os autores do levantamento.

Veja a seguir quais são as outras cidades do mundo com a cerveja mais cara e qual é o preço médio de uma garrafinha de 330ml em uma rede de supermercados de baixo padrão com base em marcas internacionais e no mínimo uma grande marca local. Os preços em libras foram convertidos para o real:


1. Oslo, Noruega: R$ 10,69
2. Zurique, Suíça: R$ 9,16
3. Tóquio, Japão: R$ 9,12
4. Tel-Aviv, Israel: R$ 7,15
5. Londres, Reino Unido: R$ 6,40
6. Kuala Lumpur, Malásia: R$ 5,92
7. Sydney, Austrália: R$ 5,88
8. Singapura: R$ 5,77
9. Hong Kong: R$ 5,55
10. Rio de Janeiro, Brasil: R$ 5,17
11. Estocolmo, Suécia: R$ 5,10



PESSOAS NÃO SABEM QUAL O PRÓPRIO LIMITE NA HORA DE BEBER


Em uma das etapas de um estudo sobre o consumo de álcool entre estudantes universitários, cientistas da Universidade de Wisconsin-Madison (EUA) entrevistaram 300 voluntários (66% do sexo feminino; 90% do total “bebedores” frequentes) para estimar (a) o quanto a gente conhece nossos próprios limites na hora de beber e (b) se a gente aprende qual é esse limite depois de viver experiências bem ruins por causa do excesso de álcool (quem aí se identifica?).

O que eles descobriram, para alguns, vai parecer meio óbvio: a gente é mesmo MUITO ruim na hora de analisar o próprio passado alcoólico. Segundo os pesquisadores, as pessoas não estimam corretamente a própria bebedeira nem enquanto bebem nem no dia seguinte à bebedeira, quando estão se lembrando das “besteiras” que fizeram. É, a gente não aprende.

O gráfico abaixo mostra o que os pesquisadores ouviram quando perguntaram aos universitários quantos drinks eles ACHAVAM que precisavam tomar para vivenciar os efeitos ruins da bebida (de vomitar, desmaiar e ter uma bruta ressaca no outro dia a se entregar a comportamentos de risco, como ir pra cama com alguém “meio sem querer”):



As colunas escuras mostram o quanto os entrevistados ACHAM que precisam beber para passar mal. E as colunas brancas mostram qual é o suficiente DE VERDADE. Tudo errado, né?

E mais: os participantes que deram as piores estimativas dos próprios limites foram justamente aqueles que declararam beber e sofrer os tais efeitos ruins da bebida com mais frequência. Ou seja, aquela máxima de aprender com os próprios erros realmente não funciona muito bem quando tem álcool na história.

domingo, 21 de setembro de 2014

AS DEZ CIDADES MAIS BARATAS DO MUNDO PARA COMPRAR CERVEJA


Quem gosta muito de cerveja e não tem dinheiro sobrando pode pensar em se mudar para a Europa central.

Varsóvia, Berlim e Praga são as cidades do mundo em que a bebida sai mais barata, de acordo com um levantamento da ferramenta online de viagens GoEuro com 40 cidades.

Foi analisado o preço médio de uma garrafinha de cerveja de 330ml em uma rede de supermercados de baixo padrão com base em marcas internacionais e no mínimo uma grande marca local. 

O Rio de Janeiro ficou em 9º entre as mais caras, ranking liderado por Oslo, Zurique e Tóquio.

Veja a seguir as 10 cidades mais baratas para comprar cerveja com preços em libras convertidos para o real:

1. Varsóvia, Polônia: R$ 2,37

2. Berlim, Alemanha: R$ 2,45

3. Praga, República Tcheca: R$ 2,78

4. Lisboa, Portugal: R$ 2,89

4. Dublin, Irlanda: R$ 2,89

6. Cidade do México, México: R$ 2,93

7. Bogotá, Colômbia: R$ 3,04

8. Budapeste, Hungria: R$ 3,08

9. Madrid, Espanha: R$ 3,15

10. Amsterdã, Holanda: R$ 3,19
Fonte: http://exame.abril.com.br/economia/album-de-fotos/as-10-cidades-mais-baratas-do-mundo-para-comprar-cerveja

CERVEJA FAZ BEM PARA OS OSSOS


Um estudo da Universidade de Extremadura, em Cáceres, na Espanha, envolveu 1700 voluntárias e constatou que as mulheres que bebiam cerveja regularmente tinham melhor densidade óssea – o que, olha que beleza, afasta o risco de osteoporose – do que as que bebiam vinho. E também do que as que não bebiam álcool.

A princípio, a pesquisa foi feita só com mulheres mesmo, amigos. É que as pessoas do sexo feminino, especialmente quando entram na menopausa, são mais afetadas pelo enfraquecimento dos ossos – é o que explicam os cientistas. E eles alertam, também, que o santo remédio está nos hormônios naturais presentes na cerveja. Não no álcool.

Mas já é uma boa desculpa para virar umas loirinhas.

Fonte: http://super.abril.com.br/blogs/cienciamaluca/cerveja-faz-bem-para-os-ossos/

quinta-feira, 18 de setembro de 2014

CUIDE DO SEU CORAÇÃO. BEBA CERVEJA (MODERADAMENTE)

Lá na Grécia, cientistas recrutaram 17 homens não fumantes para uma difícil tarefa: beber 400 mL de cerveja em uma ou duas horas. Antes e depois de beberem, os voluntários passaram por testes para avaliar como estavam as células endoteliais (serve para checar se o sangue passa com facilidade pelas artérias), que recobrem o interior dos vasos sanguíneos, e a rigidez da valva aórtica (para ver se os vasos sanguíneos estão relaxados ou endurecendo).

E, olha só, as artérias ficaram mais flexíveis e o fluxo do sangue melhorou. Eles até tentaram repetir o teste com cerveja sem álcool e vodka. Mas não deu certo. Só funciona mesmo com cerveja. Os pesquisadores acreditam que a combinação entre álcool e os antioxidantes da bebida ajuda a proteger contra doenças cardíacas.

Vale sempre levar a parte chata: exagerar nas bebidas alcoólicas não faz bem nenhum. Só trazmalefícios. Mas pode tomar dois copinhos por dia sem remorso: segundo a pesquisa, beber um pouco mais de meio litro de cerveja por dia diminui os riscos de infarto e derrames em até 30%.

Fonte: http://super.abril.com.br/blogs/cienciamaluca/cerveja-faz-bem-ao-coracao/

quarta-feira, 17 de setembro de 2014

MONDIAL DE LA BIÈRE 2014



Fundado em 1994, sobre a governança de Jeannine Marois (presidente e co-fundadora do festival) e sua equipe, o Mondial de La Bière tornou-se o mais importante festival de cervejas internacionais na América. Além de Montreal (Canadá) o evento é realizado também em Mulhouse (França) e Rio de Janeiro (Brasil).

No Brasil, o festival chega em sua 2ª edição como o mais importante festival internacional de degustação e difusão da cultura cervejeira para mais de 20 mil pessoas. Além de mais de 600 rótulos de cervejas especiais para degustação, o evento oferece aos visitantes um extenso segmento educacional com workshops e talk-shows.
► DATA
20 a 23 de novembro de 2014.

► HORÁRIO
14h às 23h.

► ACESSO

1. Local do evento:
Terreirão do Samba - Rua Benedito Hipólito, s/nº Centro, Rio de Janeiro, RJ, Brasil.
► INGRESSOS

1. Valores:
▪ 1º lote* - R$35,00 (quinta-feira, sexta-feira e domingo)
▪ 2º lote* - R$42,00 (sábado)
*Os lotes são de acordo com disponibilidade da quantidade de ingressos.

2. Compre seu ingresso:
▪ Venda online (sujeito a taxa de conveniência): http://www.ingressorapido.com.br/Evento.aspx?ID=36432
▪ Pontos de venda: http://www.mondialdelabiererio.com/canal/?visitar/7719/pontos-de-venda

Saiba mais sobre o evento clicando no link http://www.mondialdelabiererio.com/canal/?mondial-de-la-biere/2484/informacoes-gerais/#.VBmRO_ldXwg

UM GOLE JÁ BASTA...

Crédito da foto: flickr.com/aldoaldoz

Por Carol Castro

Cerveja te deixa feliz. Mesmo se você beber bem pouquinho, a ponto de nem alterar o nível de álcool no sangue. É que só de sentir o gosto da cerveja seu organismo já aumenta a produção dedopamina, aquele famoso neurotransmissor que desperta a sensação de prazer, no cérebro.

Quem diz são os pesquisadores da Universidade de Indiana, nos Estados Unidos. Eles convidaram 49 homens para tomarem 15 mililitros de sua cerveja preferida. Também tiveram de beber água e bebidas esportivas.

Enquanto faziam o teste, os pesquisadores escanearam o cérebro dos voluntários. E as imagens mostraram um aumento considerável de dopamina no cérebro enquanto eles tomavam míseros 15 ml de cerveja, em 15 minutos. Quando tomaram água e bebida esportiva nada mudou. Óbvio, já viu alguém ficar viciado em água ou Gatorade? Aliás, quanto maior o risco do voluntário se tornar alcóolatra (ou seja, quem tinha histórico de alcoolismo na família), mais o organismo produzia dopamina.

A relação entre cerveja e dopamina não tem nada de novo. Mas os pesquisadores não sabiam que o gosto dela, e não só a embriaguez provocada pelo álcool, era capaz de desencadear a sensação de prazer. “Acreditamos que este é o primeiro experimento em humanos a mostrar que o sabor de uma bebida alcóolica por si só, sem os efeitos intoxicantes do álcool, pode aumentar a atividade da dopamina no centro de recompensa do cérebro”, explica David Kareken, um dos autores da pesquisa.

Se um gole de cerveja é suficiente para fazer você se sentir bem, fica fácil entender por que é tão difícil sair do bar antes da saideira. E é por isso também que tanta gente se perde na bebida.

Fonte: http://super.abril.com.br/blogs/cienciamaluca/um-gole-de-cerveja-e-suficiente-para-fazer-voce-se-sentir-bem/

MONDIAL DE LA BIÈRE


Eu já comprei o meu! E você está esperando o quê?
Cheers!
Araújo Junior

terça-feira, 16 de setembro de 2014

SUA CERVEJA PODE SER A FONTE DA JUVENTUDE

Crédito da foto: flickr.com/dongga

Segundo pesquisadores das universidades de Tel Aviv e Columbia, o álcool pode manter você DNA jovem por mais tempo. Já o café tem efeito oposto: envelhece.

É que cada vez que as células do seu corpo se dividem, elas fazem cópias das pontas doscromossomos (os telômeros), que são sequências de DNA. Só que os tais telômeros ficam mais curtos a cada divisão – até não poderem mais se dividir e morrerem. Faz parte do processo natural de envelhecimento.

MAS, olha só, o álcool pode retardar esse encurtamento e manter o DNA vivo por mais tempo. Sim, álcool. Pelo menos funcionou com as leveduras expostas à substância pelos pesquisadores. E como elas dividem importantes semelhanças genéticas com a gente, eles acreditam que o resultado seja o mesmo em seres humanos. Ah, e o café, por outro lado, acelera o encurtamento dos telômeros.

“Pela primeira vez, nós identificamos alguns fatores ambientais que alteram o comprimento do telômero, e mostramos como eles fazem isso”, diz Martin Kupiec, um dos autores da pesquisa. “O que aprendemos pode um dia contribuir para a prevenção e o tratamento de algumas doenças”.

Pronto. Agora você já pode comemorar feliz quando chegar o fim da semana.
Fonte: http://super.abril.com.br/blogs/cienciamaluca/cerveja-pode-deixar-voce-jovem-por-mais-tempo/

segunda-feira, 15 de setembro de 2014

A ÁGUA MUDA O GOSTO E QUALIDADE DA CERVEJA?

Crédito: Arte Webrun

por Ana Prado e Felipe van Deursen

A Brahma feita em Agudos é melhor que a de outras cidades? E a Guinness de Dublin?
Cidades como Agudos e Ribeirão Preto, em São Paulo, e Petrópolis e Nova Iguaçu, no Rio de Janeiro, levam a fama de terem fontes puríssimas de água, o que seria refletido na qualidade única de suas cervejas. Logo, a cerveja X, de um desses lugares, seria melhor que a mesma marca, só que feita em outro Estado. Balela de botequim. Isso só fazia sentido até o século 19, quando cervejarias precisavam se instalar perto de boas fontes de água. Daí veio a fama de cidades como Pilsen (República Checa) ou Munique (Alemanha), por exemplo. Porém, desde que se tornou possível alterar as características físico-químicas da água, no início do século 20, essa relação entre local e qualidade foi eliminada. "A um custo baixo, qualquer indústria consegue purificar água de sarjeta e dotá-la das características ideais para cada tipo de cerveja", diz Maurício Beltramelli, autor de Cervejas, Brejas & Birras. Ou seja, se há alguma diferença na água, ela deixa de existir. "Isso se chama água cervejeira. Em qualquer captação, em qualquer país, ela é tratada para ficar igual", diz Jaime Pereira Filho, cervejeiro artesanal e dono de um bar especializado em São Paulo. Luciano Horn, mestre-cervejeiro da Ambev, dona das três marcas mais consumidas no País (Skol, Brahma e Antarctica) diz que a empresa faz questão de desmentir a lenda. "A Brahma de Agudos é famosa. Mas é igual à de outras cidades. Queremos que o consumidor encontre sempre o sabor esperado". É igual, mas pode ser melhor.

Fonte: http://super.abril.com.br/alimentacao/agua-muda-gosto-cerveja-730287.shtml

4 RAZÕES CIENTIFICAMENTE COMPROVADAS PARA VOCÊ GOSTAR DE CERVEJA


Não é difícil gostar de cerveja. Afinal, basta um gole para você se sentir bem – pelo menos é o que garante a ciência. Mas existem ainda outros benefícios à saúde. 

CERVEJA FAZ BEM PARA OS OSSOS
Uns cientistas espanhóis perguntaram a 1700 mulheres, com idade média de 48 anos, quais eram os hábitos alcoólicos. E perceberam que as voluntárias fãs de cerveja tinham melhor densidade óssea (isso diminui o risco de osteoporose) do que as que bebiam vinho ou não tomavam álcool. Segundo a pesquisa, os benefícios vêm dos hormônios naturais da cerveja – e não do álcool.

CERVEJA PROTEGE CONTRA PNEUMONIA
Só que exigiria um fígado de aço. Segundo pesquisa da Universidade Sapporo Medical, ohumulone, componente do lúpulo, ajuda a combater um vírus que causa bronquiolites epneumonia. Mas como não vai muito humulone nas receitas de cerveja, seria necessário beber 10 litros por dia para sentir os efeitos benéficos dele. Melhor cuidar da pneumonia de outra forma, né?

CERVEJA FAZ BEM PARA O CORAÇÃO
A pedido de pesquisadores gregos, 17 homens tiveram de beber 400 ml de cerveja em uma hora. Antes e depois desse difícil desafio, eles passaram por testes para avaliar a saúde dos vasos sanguíneos. E, tcharan, depois da cervejinha, as artérias ficaram mais flexíveis. Culpa do álcool e dos antioxidantes da bebida: essa união protege contra doenças cardíacas. Segundo a pesquisa, beber um pouco mais de meio litro de cerveja por dia diminui os riscos de infarto e derrames em até 30%.

NOITE COM CERVEJA PODE ACABAR EM SEXO
Pois é. O pessoal do OkCupid, site de relacionamento americano, perguntou aos seus usuários se curtiam uma cerveja e se topavam sexo no primeiro encontro. Resultado: os cervejeiros são 60% mais propensos a ir para cama com um recém-conhecido.

Crédito da foto: flickr.com/puthoor_photo
Fonte: http://super.abril.com.br/blogs/cienciamaluca/4-razoes-cientificas-para-gostar-de-cerveja/


domingo, 14 de setembro de 2014

CERVEJA ENGORDA?


Fácil culpar a cerva por você ter uma pança em vez de um tanquinho. Mas ela é inocente da acusação. A gordura corporal está relacionada a muitos fatores, inclusive genéticos, mas engordar depende principalmente da ingestão calórica diária. O álcool é bastante calórico: são 7 calorias por grama. "Só que um copo de cerveja de 200 mililitros tem o mesmo número de calorias de um suco de laranja", explica a nutricionista Camila Leonel, da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). O problema é que ninguém toma 10 copos de suco, um atrás do outro, mas muita gente manda para dentro 10 latinhas de cerveja ou 10 chopes. "Qualquer produto consumido em excesso leva ao aumento de peso. É tudo uma questão da quantidade e da frequência em que você bebe", frisa a especialista. Também é confortável atribuir à pobre bebida sua "barriga de cerveja", esquecendo dos acompanhamentos - quase sempre petiscos gordurosos, como batatas fritas, pastel, bolinho, provolone à milanesa, torresmo... Se você não pratica nenhuma atividade física e ingere mais calorias do que queima, o resultado é o excesso de gordura localizada no abdômen. Com ou sem cerveja.
Se você ingere mais calorias do que queima, o resultado é excesso de gordura localizada no abdômen. Com ou sem cerveja.

sexta-feira, 12 de setembro de 2014

REGIÃO SERRANA VAI CRIAR ROTA DA CERVEJA

Em Petrópolis, a Cervejaria Itaipava já realiza o Bier Tour, recebendo visitantes o ano inteiro em sua fábrica. Região possui 10 cervejarias.
Foto:  Divulgação

Por ROSAYNE MACEDO
Rio - As cervejas produzidas na Região Serrana vão virar produto turístico. As cidades de Nova Friburgo, Teresópolis, Petrópolis, Cachoeiras de Macacu e Guapimirim resolveram se unir para criar a Rota Cervejeira, um passeio para conhecer o processo de produção da bebida preferida do brasileiro. O circuito interliga 10 micro e grandes cervejarias, além de bares e pubs que produzem a própria bebida e do Museu da Cerveja, que funciona em Petrópolis. 

Assim como nas vinícolas do sul do país, já presentes no pacote de viagem do brasileiro, o projeto tem apoio do Ministério do Turismo. “A qualidade e o sabor de inúmeras cervejarias artesanais brasileiras ganharam fama e prestígio internacional. O desafio agora é incluir estas propriedades nos roteiros turísticos brasileiros, a exemplo do que aconteceu com o turismo das vinícolas”, diz o ministro Vinicius Lages.

Recentemente, ele visitou as instalações da cervejaria Vila St Gallen, em Teresópolis, para conhecer o polo cervejeiro da região e o projeto da rota, que receberá R$ 8 milhões em investimentos do governo estadual, Sebrae e prefeituras. Atualmente, o setor gera 3 mil empregos diretos e 20 mil indiretos na região. A expectativa é que o polo receba 150 mil visitantes por ano, sendo 50 mil apenas em Nova Friburgo.

O sommelier de cerveja Gustavo Renha aprova o projeto. “Falando pela visão industrial, é uma parceria que pode dar muito certo. Você pega cervejarias com muita estrutura, como a St Gallen (Teresópolis), Bohemia (Petrópolis) e Cervejaria Petrópolis e todo mundo sai ganhando, essas grandes e as pequenas, como a Ranz (Nova Friburgo)”, afirma. “ Isso é o começo de um projeto que só tem a crescer, afinal, a cerveja é 100% item da gastronomia”, completou. Gustavo Ranzato, dono da Cervejaria Ranz, disse que a expectativa de aumento de vendas é de 50%. “Acreditamos que o roteiro vai trazer muita visibilidade e trazer o turista para cá”.

As cervejarias artesanais são montadas, em geral, em estrutura familiar, com a criação e o desenvolvimento de estilos e receitas próprias. Os imigrantes alemães são os principais cultivadores da tradição artesanal da cerveja, por isso várias regiões de colonização germânica apresentam fabricação artesanal, como a Região Serrana e, em especial, Nova Friburgo.

“Com as pequenas cervejarias artesanais, movimentamos não só o mercado de cerveja, mas também a gastronomia e a hotelaria. Vamos integrar toda a região e alcançar mercados mais longos de turismo”, disse o secretário de Turismo da cidade, Nauro Eduardo Grehs.

Segundo ele, na região são produzidas cervejas comerciais, artesanais e especiais (gastronômicas). “Hoje nós temos aqui cerveja desenvolvida até para restaurante vegetariano (Trilhas do Araçari). Temos cerveja de vários sabores, inclusive de chocolate”, disse o secretário. Ele lembra ainda que a redução no ICMS para as microcervejarias no estado (que baixou de 25% para 13%) é um incentivo a mais para o projeto. “Estamos motivando o microcervejeiro a produzir. Nas fábricas haverá visitação e curso de sommelier”.

O secretário estadual de Turismo, Cláudio Magnavita, explicou que a Rota Cervejeira é um projeto de turismo de experiência, que prevê a criação de atrativos, num raio de até 120 quilômetros, onde o turista pode participar inclusive do processo de fabricação da cerveja. “Queremos introduzir um roteiro bem elaborado para atender melhor turistas e moradores. A ideia é demonstrar ao visitante de que forma são feitas as cervejas artesanais”.

Segundo Magnavita, uma proposta também é integrar o polo cervejeiro de forma semelhante a que os complexos do sul do país fazem com o vinho, onde os visitantes conhecem todos os processos, desde a colheita até a degustação. “Temos no museu da Bohemia algo inovador, o equipamento pode até ser comparado ao da Disney, é coisa de primeiro mundo. Nós estamos 'turistificando' isso”, completou.

Processo de fabricação na Cervejaria Cidade Imperial, em Petrópolis.
Foto:  Divulgação

Fonte: http://odia.ig.com.br/odiaestado/2014-09-11/regiao-serrana-cria-rota-da-cerveja-para-atrair-turistas.html

quinta-feira, 11 de setembro de 2014

CERVEJA ESPECIAL: CARA OU BARATA?

Uma das coisas que mais assusta quem está começando a conhecer o mundo das cervejas especiais é o seu alto preço. Historicamente acostumados a pagar pouco por uma cerveja comum, a ideia da relação volume/preço está enraizada na mente de praticamente todos os brasileiros. “Ora, por esse preço eu compro 3 cervejas da marca X”, pensam os não-iniciados na frente da prateleira. É verdade, existem cervejas realmente baratas e amplamente disponíveis em qualquer lugar. Mas pergunto: vale a pena pagar pouco por algo sem identidade, sem sabor e aroma agradáveis, sem alma ou vale mais investir numa experiência sensorial mais rica e impregnada de cultura?


A resposta é simples: vale. Este é o mundo em que vivemos, onde as melhores coisas custam mais. Não é uma lógica exata, pois nem sempre a qualidade é proporcional ao preço. No entanto, no caso da cerveja especificamente, ingredientes de melhor qualidade, maior cuidado no processo e, sem dúvida, o talento de quem a produz agregam valor ao preço final do produto. É claro que não é o caso de aplaudir abusos — e eles existem aos montes, acreditem — mas, em geral, cerveja boa custa mais caro.

Não tapemos o sol com a peneira; as cervejas especiais são mesmo caras no Brasil. Infelizmente não moramos numa Bélgica ou numa Alemanha, onde achamos cervejas de altíssima qualidade a preços ridiculamente baratos. Nem tampouco somos parecidos com a República Checa, onde a boa cerveja chega a custar mais barato do que água. Vários fatores, dos mais diversos possíveis, podem explicar os preços praticados no nosso país, mas não é este o objetivo desta coluna. O que quero realmente é fazer você pensar se vale a pena gastar um pouco mais por um produto de melhor qualidade.

O que você deve ter em mente é que, gastando um pouco mais com uma cerveja especial, você terá um retorno proporcional em termos de experiência. Você irá explorar uma gama muito maior de sensações que estava acostumado durante anos e anos consumindo cervejas sem identidade e praticamente iguais umas às outras. Haverá momentos em que não o valor gasto não vai valer a pena, mas isso é do jogo. Pense que você estará ampliando seu conhecimento e que, por conta disso, vai errar cada vez menos nas suas compras futuras.

Para concluir, proponho uma reflexão. Compare os preços da cerveja com os do vinho. Com o valor de uma garrafa de um vinho “nota 5″, você compra várias cervejas “nota 10″, algumas até figurantes dos rankings das melhores do mundo. Pensando bem, nem é tão caro assim, não é mesmo?

Fabian Ponzi é o responsável pelo site Bebendo Bem e falará das notícias do mundo cervejeiro, sempre com um toque de opinião.

Viven Blond - Degustação nº 65


Em 1999, as primeiras cervejas Viven foram fabricado sob o nome de "Capela de Viven" e "Mosteiro de Viven". Os nomes referem-se a Vivenkapelle , outro bairro de Damme, onde Willy De Lobel, a cervejaria original viveu. A capela do mosteiro de Viven Viven e dois edifícios históricos. Em 2003, Willy De Lobel parou de cerveja. Em 2003, Tony Traen comprou a cervejaria e vem revitalizando a mesma desde então. Em 2006, as cervejas foram relançados. Em 2010, os nomes e os rótulos foram alterados e surgiram três novas cervejas: Viven Blond, Viven Imperial IPA e Viven Porter.

Cervejaria: Viven
Origem: Bélgica
ABV(%): 6,1
Estilo: Belgian Blond Ale
Embalagem: Garrafa de 330 ml

É uma cerveja de coloração dourada, com corpo turvo. Apresentou uma pequena coroa de espuma de cor branca, que se dissipou rapidamente, no entanto formando um excelente belgian lace no copo.

No aroma frutado, leve presença de malte tostado. O lúpulo perfumado e cítrico está presente, além do aroma de lima ou limão. Boa presença de leveduras reforçam o dulçor. Álcool médio ao aproximar o copo do nariz. O sabor é levemente adocicado e remete a frutado e malte de caramelo. O lúpulo continua cítrico, além de contribuir para equilibrar com o leve dulçor apresentado.

O aftertaste é fugaz e equilibrado entre o doce e o amargo. Corpo bem leve e rescência idem  conferem ótimo drinkability a esta blond ale, que possui baixo nível de adstringência, o que a deixa com a textura aguada. A percepção alcoólica é oportuna para o estilo proposto. Uma cerveja interessante!

Santeie peye!
Araújo Junior



quarta-feira, 10 de setembro de 2014

Amazon Beer IPA Cumaru - Degustação nº 64


Reconhecida pela excelência das cervejas artesanais que produz, investe sem parar em pesquisas para desenvolver rótulos a partir de matérias-primas originais da floresta.
Fiel ao estilo que consagrou a marca, a Amazon Beer não deixa faltar inovação em seus novos produtos. Esse ingrediente valioso é somado aos cuidados especiais em cada etapa da produção e à ausência de aditivos químicos, o que mantêm o processo nos moldes artesanais.

Cervejaria: Amazon Beer
Origem: Belém do Pará (Brasil)
ABV(%): 5,7
Estilo: IPA Fruit Beer
Embalagem: Garrafa de 355 ml

É uma cerveja de coloração  cobre, com corpo levemente turvo. Sua espuma de cor bege apresentou formação pequena e de curta duração, com boa transição de renda no copo.

No aroma, o malte remete a caramelo, toffe e tostado de forma média, entrando em equilíbrio com o lúpulo que surge cítrico. Nota-se também um aroma marcante de canela. Confesso que não conheço o fruto cumaru e sendo assim, não tenho como afirmar se reconheci o seu aroma. Álcool equilibrado ao aproximar o copo do nariz. No sabor, o malte confere um adocicado a cerveja que não permanece até o final. Presença de baunilha e lúpulo médio, perfumado e cítrico, conferindo amargor a cerveja. Presença de ésteres frutados.

O retrogosto é duradouro e amargo. Corpo leve e rescência idem conferem ótimo drinkability a esta cerveja, que possui tenra adstringência. Sua textura tende a oleosa. A percepção alcoólica é oportuna para o estilo. Uma IPA diferente!

Saúde!
Araújo Junior